• Ana Luiza Noronha

Somos eternamente responsáveis por àqueles que seguimos

A volta da Pugliesi às redes sociais traz à tona a discussão sobre a importância de selecionar bem quem seguir nas redes sociais

Viagens maravilhosas, fim de semana em hotéis luxuosos da própria cidade, festas lotadas com a alta sociedade e subcelebridades, almoços e encontros com pessoas estratégicas para postar aquela selfie e bombar no feed. Isso lembra alguém?

Gabriela Pugliesi voltou para o Instagram e trouxe à tona a discussão sobre quem deveríamos seguir nas redes sociais. Mas não, ninguém está aqui para renovar seu cancelamento.


Photo by Georgia de Lotz on Unsplash

Temos a liberdade de seguir quem desejamos, mas internautas devem entender sua parcela de responsabilidade por quem coloca no topo das redes sociais.

Essa liberdade nos permite ter acesso a vários tipos de conteúdo nas redes sociais, e todos somos responsáveis por criar a nossa própria bolha e sermos diretamente influenciados pelos “escolhidos”.


O poder é todo dos consumidores. As pessoas que foram alçadas ao sucesso estão lá porque uma grande parcela do público consome determinado tipo de conteúdo. A pandemia e os influenciadores digitais O coronavírus trancou - algumas - pessoas em casa, principalmente os mais privilegiados, ou seja, o público-alvo de influenciadores como Gabriela Pugliesi. Os internautas passaram a acompanhar ainda mais o cotidiano. Mas personalidades que não apostaram em conteúdo para além de aparições em eventos, viagens patrocinadas, ou coisas relacionadas à publi, foram pegas sem ter o que fazer.

Assim, os influenciadores que não são verdadeiros produtores de conteúdo ficaram perdidos. Stories vazios mostrando festas, eventos, almoços, academias, entre outros, já não faziam mais sentido e nem eram permitidos.

A publicidade pela publicidade passou a ser menos aceitas, e usuários passaram a procurar conteúdos úteis, seja para se informar ou se entreter. Marcas também foram pressionadas a expor seus valores e tomar partido em discussões de impacto social.

Então, como influencers sem conteúdo podem manter engajamento dos seguidores?

Só os fortes sobrevivem Entre esses péssimos exemplos, existem influenciadores que conseguiram ressignificar o seu conteúdo e manter o interesse do público. Alguns lançaram cursos de marketing digital, posicionamento em redes sociais, entre outros conteúdos didáticos. Outros optaram por fazer lives com profissionais de educação física para unir seguidores em torno de atividades físicas. Grandes influenciadores e comunicadores abriram o espaço para micro-influenciadores falarem sobre assuntos importantes, como foi o caso de Paulo Gustavo, Bruno Gagliasso e Fábio Porchat. Com a procura por conteúdos mais relevantes, marcas agora tendem a procurar influenciadores pela ótica da qualidade, e não apenas pelo grande número de seguidores.

Segundo o site Influency.me, essa pode ser a era de ouro do marketing de influência. Assim, micro-influenciadores viram sua relevância aumentar diante de um público que busca maior conexão. Alguns entrevistados observaram uma alta no número de seguidores de 304% em um único mês.

Como funcionam os algoritmos do Instagram Até 2016, o Instagram apresentava o conteúdo em ordem cronológica para os usuários: se você entrasse às 18h no aplicativo, provavelmente não veria a foto que seu amigo postou às 11h. Por isso, o Instagram aperfeiçoou seus algoritmos por meio do machine learning e, com isso, nossas vidas foram investigadas e o aplicativo aprendeu com quem mais interagimos e quais conteúdos damos mais likes.

É muito simples: quanto maior for sua interação por meio de likes, comentários e directs mais daquele conteúdo será direcionado a você.

O papel do consumidor

Os conteúdos na Internet só vão melhorar quando aqueles considerados ruins ou ofensivos pararem de ser consumidos. É simples. Algoritmos do Instagram e outras redes sociais servem para mostrar quem é mais curtido e o tipo de conteúdo mais acessado.


Comentar no perfil daquela blogueira considerada ruim só vai aumentar o engajamento da mesma. Seguir só para ver se vai fazer besteira, apenas vai aumentar o número de seguidores. Na internet, a indiferença é com certeza o oposto do amor.

É nosso papel, também, cobrar de marcas e influenciadores parcerias que tragam conteúdos melhores. E quando esse trabalho for incentivado, o conteúdo será mais exibido e compartilhado.

Interagir somente com perfis que estão alinhados com seus valores e gostos te ajudará a limpar seu feed de postagens ofensivas e diminuir o engajamento daqueles perfis duvidosos. É o ciclo do bem: curta aquilo que você considera de qualidade e esse conteúdo será mais valorizado e visualizado, aumentando a chance que esses perfis têm de fecharem parcerias.

E ignore as Gabrielas Pugliesis.

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