• Ana Luiza Noronha

Microplásticos: do fundo do oceano até o nosso corpo

Atualizado: Set 2

Depois dos oceanos e dos peixes, nova pesquisa encontrou traços de microplástico em tecido humano.

Os microplásticos estão tomando conta do mundo. Algumas pesquisas já encontraram as partículas nos flocos de neve, nos lugares mais profundos do oceano e até na água que bebemos. Desde 2018, sabemos que ao ingerir certas espécies de peixes, estaremos comendo microplástico. Outro estudo aponta que podemos estar ingerindo 50.000 partículas de plástico por ano.


Photo by Jasmin Sessler on Unsplash

O que ainda não sabíamos era que as partículas poderiam ser encontradas nos nossos órgãos. Na última pesquisa, realizada pela Sociedade Americana de Química (ACS, sigla em inglês), foram analisadas 47 amostras de tecido humano. Os órgãos analisados foram o fígado, baço, pulmões e rins. Em todas as amostras, foi encontrado traço de BPA, o Bisfenol A, químico comumente utilizado em embalagens plásticas de alimentos.

Os cientistas dessa pesquisa destacam que é preocupante que esses materiais não-biodegradáveis - já presentes no mundo todo - possam entrar e se acumular no tecido humano. Apesar disso, reforçam que as consequências desse material para a saúde humana ainda são desconhecidas.


O que são os microplásticos?


São pequenos detritos de plástico com até 5 mm de diâmetro. Os primeiros relatos de microplástico no oceano datam de 1970, porém só nos anos 2000 que o termo “microplástico” foi introduzido diante do avanço nas pesquisas.


As fontes de plástico, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) vão desde as mais óbvias, como os detritos de objetos plásticos, setores industriais e plataformas de petróleo, até as fontes “invisíveis”, como as fibras sintéticas de roupas na lavagem, tintas de marcações rodoviárias, tinta dos navios, pó do pneu e microesferas - estas já proibidas em países como os Estados Unidos e Canadá, e encontradas em produtos cosméticos e de higiene.



O que eu posso fazer?


A quantidade de microplásticos no meio ambiente - e agora no corpo humano - está aumentando cada vez mais. Mesmo que os efeitos desses produtos em humanos sejam desconhecidos, já é comprovado o mal que o plástico provoca no meio ambiente.


A Orb Media fez um levantamento sobre o assunto e sugeriu iniciativas que as indústrias e pessoas podem adotar para diminuir a intensidade desses componentes no meio ambiente.


Entre as medidas sugeridas estão o incentivo à Recuperação de Energia, que transforma resíduos plásticos e orgânicos em gás e combustível; o modelo de economia circular, que prevê o reaproveitamento de embalagens e materiais por fabricantes e designers, além de iniciativas para criação de novos materiais que não soltem fibras no ar e na água.


Cada indivíduo pode realizar pequenas ações que ajudam o meio ambiente, algumas delas são bem conhecidas, como não utilizar canudos plásticos ou qualquer plástico de uso único ou dar preferência à utilização de roupas e utensílios a base de produtos naturais como, por exemplo, a substituição de escovas de dentes de plástico por aquelas feitas de bambu ou linho.


Você também pode comprar uma linda garrafa - sem ser de plástico - e carregar ela com você para todo lugar, assim como adotar o uso de copos reutilizáveis. Além disso, reveja as tintas que você utiliza, látex e tinta acrílica são plástico líquido. Qualquer uma dessas ações já é uma grande ajuda para o planeta!


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