• Nestor Rabello

Cinco grandes momentos da comédia para fugir do Pânico na TV

Não há patrulha do politicamente correto, apenas bons e maus humoristas

De uns anos para cá, programas como o Pânico na TV e CQC, capitanearam um capítulo triste da comédia brasileira e, bem, tiveram sua contribuição para deixar o Brasil um pouco pior do que antes.


No último fim de semana, o programa Pânico protagonizou momentos extremamente maldosos e humilhantes com o tik toker Mário Jr., o “galã” da plataforma que faz vídeos inofensivos e que, no máximo, ficam na categoria da vergonha alheia.

Divulgação/Band


Sob o comando de Emilio Surita, os participantes interromperam o entrevistado diversas vezes, o constrangeram e nem deram oportunidade para que ele se despedisse. Em dado momento, o mandaram “estudar e não ficar apenas no Tik Tok”.


Veja o momento, se tiver estômago:


A polêmica do “limite do humor” é uma falsa polêmica. No mundo, há apenas bons e maus comediantes. Frequentemente, péssimos humoristas se escondem sob a égide do “politicamente incorreto” para mascarar falta de talento e, quem sabe, disseminar algum tipo de ódio.

Essa análise, em um primeiro momento, seria dedicada para destrinchar momentos do Pânico em que eles diminuíram, foram maldosos ou exerceram a pior comédia para rebaixar alguém.


No entanto, este site decidiu pesquisar momentos em que a comédia brilhou criticando e brincando com estereótipos, costumes e hábitos de diferentes classes, gêneros e culturas, em um exercício de humanidade e universalidade do que nos tornam tão parecidos.


Os famosos roasts de Don Rickles


O britânico Don Rickles (1926-2017) foi o rei da comédia de insulto. Ácido e irreverente, ficou conhecido por fazer belas "homenagens" a celebridades. Veja a que ele fez ao cineasta Clint Eastwood:


O nonsense britânico


Ainda no Reino Unido, temos o grande Monty Python. Os comediantes renovaram o humor britânico com o programa da BBC “Flying Circus”, no ápice da comédia nonsense que frequentemente irritava executivos da emissora por ultrapassarem o limite do aceitável.


Veja a hilária pelada de futebol entre filósofos alemães e gregos:



A popularização do mockumentary


O comediante britânico Ricky Gervais foi responsável por popularizar o estilo de comédias em formato de documentário com a versão original de The Office. Quando chegou aos EUA, com Steve Carrell como protagonista, ganhou projeção e foi convidado para fazer diversas fritações incríveis no Globo de Ouro.


Confira a apresentação de 2016:



Muito além da comédia física


Os seis minutos de homenagem de Jim Carrey à Meryl Streep, em evento em 2006, entraram para a história de Hollywood. Não encontrei legendado em português, mas em espanhol até dá para se virar:



Irreverência sem limites


Borat é um dos filmes mais engraçados que já vi. Sascha Baron Cohen encarna um repórter do Cazaquistão em viagem aos Estados Unidos para conhecer a cultura ocidental. Foi inovador porque era um falso documentário cujos participantes acreditavam ser real.


Veja o momento impagável no qual Sascha entrevista um candidato republicano “pró-vida”:



A boa e a péssima comédia


A boa comédia é irreverente, incorreta e, principalmente, engraçada. Os judeus, por exemplo, dominam a comédia nos Estados Unidos desde o pós-guerra com um humor irônico, autodepreciativo e neurótico - de Mel Brooks a Larry David, até Ben Stiller.


Brooks, um dos grandes gênios do humor, resumiu os limites de sua arte uma vez: “Bom, apenas ser estúpido e politicamente incorreto não funciona. Mas você pode ser politicamente incorreto se for inteligente”.


Sabemos muito bem em que parte da incorreção política programas como o Pânico se situam.


Think!

  • Facebook
  • YouTube - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

© 2020 by Think! Proudly created with Wix.com

Think! Newsletter

  • Instagram - Black Circle